Rosana Jatobá, um nome que marcou o jornalismo televisivo brasileiro por anos, especialmente na Rede Globo, continua a ser uma figura relevante no cenário da comunicação. Aos 55 anos, a jornalista, conhecida por sua seriedade e carisma, trilhou um caminho profissional que a levou de uma das maiores emissoras do país a uma atuação focada em uma de suas maiores paixões: a sustentabilidade. Sua trajetória é um exemplo de reinvenção e compromisso com temas que considera essenciais, mantendo uma voz ativa e influente no rádio e nas plataformas digitais.
A ascensão na Globo e o pioneirismo ambiental
Contratada pela Globo em 2000, Rosana Jatobá rapidamente se tornou um rosto familiar para milhões de brasileiros. Durante 12 anos, ela foi uma das principais apresentadoras da previsão do tempo, com passagens por programas de grande audiência como o Jornal Nacional, Jornal Hoje e Bom Dia Brasil. Sua versatilidade a levou a cobrir eventualmente outras edições de noticiários locais, como o Bom Dia São Paulo, SPTV e Antena Paulista, além de apresentar o Jornal Hoje.
O diferencial de Jatobá, no entanto, ia além da bancada. Com um mestrado na área ambiental, a jornalista se destacou por sua expertise em sustentabilidade. Essa bagagem acadêmica a credenciou para se tornar colunista de Sustentabilidade no G1, o portal de notícias da Globo, um papel que a posicionou como uma das pioneiras na abordagem de temas ecológicos e de responsabilidade social dentro de um grande veículo de comunicação. Sua atuação abriu portas para discussões importantes e trouxe visibilidade para questões urgentes. A jornalista foi contratada pela Globo em 2000 e trabalhou por 12 anos na emissora.
A decisão de partir: em busca de um propósito maior
Apesar do sucesso e da visibilidade na Globo, Rosana Jatobá tomou a decisão de deixar a emissora em busca de novos desafios e, principalmente, de um espaço maior para aprofundar os temas ambientais. Em uma entrevista ao podcast ‘Fundo do Baú’, a jornalista revelou que sua saída foi motivada pela insatisfação com a falta de abertura para projetos mais robustos na área de sustentabilidade. Ela havia desenvolvido propostas completas para uma editoria dedicada ao assunto, mas encontrou resistência.
“Quando eu cheguei para o meu chefe na época com uma editoria de sustentabilidade pronta, projetos escritos e tudo bonitinho, não havia interesse da TV aberta em divulgar essas questões”, explicou Rosana. Ela lamentou que o conteúdo se limitava a abordagens superficiais, como “sacolinhas plásticas”, sem um mergulho mais profundo nos complexos desafios ambientais. Essa percepção a levou a concluir que a televisão aberta não seria o ambiente ideal para explorar plenamente seu conhecimento e paixão pelo tema, impulsionando-a a buscar outros caminhos.
A jornada pós-Globo: rádio, TV e o retorno ao grupo
Após sua saída da Globo, Rosana Jatobá não demorou a encontrar novas plataformas para sua voz. Em 2013, migrou para a Rádio Globo, onde apresentou o programa Conversa com a Jatobá. Sua experiência e credibilidade a levaram a ancorar o Redação Globo e a atuar como comentarista de Sustentabilidade na mesma rádio até 2019, consolidando sua presença no universo radiofônico.
Houve também uma breve incursão na televisão aberta fora da Globo. A jornalista chegou a assinar com a RedeTV! para desenvolver uma revista eletrônica. No entanto, o projeto não saiu do papel, e o contrato foi encerrado. Apesar do revés, Rosana Jatobá demonstrou resiliência e, em 1º de outubro de 2019, retornou ao Grupo Globo, desta vez como âncora da Rádio CBN. Inicialmente, ela apresentou o Jornal da CBN – 2ª Edição. Com a extinção do programa em 2020, ela passou a ancorar o CBN Sustentabilidade, um quadro-programa dedicado a notícias e entrevistas sobre a agenda ESG (Environmental, Social, and Governance), alinhando-se perfeitamente com sua expertise e propósito.
Rosana Jatobá hoje: voz ativa e influência digital
Atualmente, Rosana Jatobá segue como uma das vozes mais respeitadas na CBN, à frente do CBN Sustentabilidade, onde continua a informar e debater sobre temas cruciais para o futuro do planeta. Além de sua atuação no rádio, a jornalista expandiu sua carreira para a escrita, tornando-se autora e compartilhando suas reflexões e conhecimentos com um público ainda mais amplo.
Sua presença nas redes sociais também é notável. Com mais de 400 mil seguidores somente no Instagram, Rosana Jatobá utiliza suas plataformas digitais para compartilhar registros do seu dia a dia, opiniões e informações relevantes, mantendo-se conectada com seus fãs e engajada nas discussões contemporâneas. Aos 55 anos, ela demonstra uma carreira multifacetada, marcada pela busca constante por um jornalismo que não apenas informa, mas também educa e inspira a reflexão sobre o impacto de nossas ações no mundo.
Curiosidades do universo jornalístico
No cenário atual do jornalismo televisivo, o mercado de trabalho e os salários de grandes nomes costumam gerar bastante curiosidade. Após a suposta saída de William Bonner do Jornal Nacional em novembro de 2025, a hierarquia salarial na Globo teria uma nova configuração. Renata Vasconcellos, parceira de bancada de César Tralli, passaria a ser a jornalista mais bem paga da emissora, com rendimentos estimados em cerca de R$ 400 mil mensais. Tralli, por sua vez, teria seu salário reajustado para aproximadamente R$ 350 mil mensais, refletindo a valorização de profissionais experientes e de destaque no principal telejornal do país.
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