Polícia Penal nega irregularidades em água após defesa de Deolane Bezerra pedir prisão domiciliar

Polícia Penal esclarece condições em Tupi Paulista

A Polícia Penal do Estado de São Paulo (PPESP) emitiu um posicionamento oficial após a defesa da advogada Deolane Bezerra solicitar laudos ambientais sobre a qualidade da água na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. O pedido, que visava embasar um requerimento para transferência da detenta ou a conversão de sua pena para regime domiciliar, foi negado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta terça-feira (7).

A estratégia jurídica da defesa buscava apontar supostas precariedades no ambiente carcerário. Além da questão da água, os advogados mencionaram problemas de ventilação, odores de tinta e ruídos excessivos causados por outras detentas, além de ressaltar o diagnóstico de síndrome do pânico da influenciadora. No entanto, as autoridades não encontraram evidências que sustentassem tais alegações.

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Laudos de potabilidade e segurança sanitária

Em nota enviada ao portal Notícias da TV, a PPESP reforçou que o sistema de abastecimento de água da unidade passa por análises laboratoriais rigorosas e frequentes. O órgão destacou que o laudo de potabilidade, exigido anualmente pelo Juiz Corregedor, atesta que o recurso hídrico está em conformidade com os padrões legais estabelecidos.

O documento mais recente, datado de dezembro do ano passado, confirmou a qualidade da água. A instituição enfatizou que não existem registros de ocorrências médicas, notificações ou relatos de problemas de saúde entre detentas ou funcionários que possam ser vinculados ao consumo da água fornecida no local.

Investigação e vistoria do Ministério Público

O MP-SP realizou uma verificação detalhada das condições da penitenciária e não constatou irregularidades. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, foram analisados aspectos cruciais como assistência médica, alimentação, higiene e segurança. A conclusão foi de que a unidade opera dentro dos parâmetros exigidos pela lei.

Sobre as denúncias anteriores feitas por Daniele Bezerra, irmã da advogada, a respeito de uma suposta infestação de escorpiões na cela, a PPESP esclareceu que o local passou por processos de dedetização e desratização em abril. Desde então, não houve qualquer registro de presença de animais peçonhentos no pavilhão.

Contexto da prisão e desdobramentos

Deolane Bezerra foi detida em maio, no âmbito da Operação Vérnix. A advogada tornou-se ré sob a acusação de integrar uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). Em sua defesa, a influenciadora nega qualquer vínculo com o crime organizado, sustentando que as transações financeiras realizadas com membros da facção referem-se estritamente a honorários advocatícios.

O caso segue sendo acompanhado de perto pela opinião pública e pelos órgãos de controle. O indeferimento do pedido de prisão domiciliar mantém a advogada sob custódia, enquanto o processo judicial prossegue nas instâncias competentes.

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