Cachê de Romário na Cazétv é alvo de penhora judicial por dívida milionária de R$ 32,4 milhões

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora dos valores que o ex-jogador e atual senador Romário (PL-RJ) tem a receber da CazéTV, plataforma onde atua na cobertura da Copa do Mundo. A decisão, proferida pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, visa quitar uma dívida que se arrasta há mais de duas décadas, totalizando R$ 32,4 milhões. Este imbróglio judicial tem suas raízes no fechamento de um bar do qual Romário foi sócio, ocorrido em 2001, e agora alcança seus rendimentos como comentarista esportivo.

A medida judicial representa um novo capítulo em um processo de longa data, que já resultou em outras ações de constrição de bens do parlamentar. A relevância do caso se acentua pela figura pública de Romário, um ícone do futebol brasileiro e atualmente uma voz ativa no cenário político nacional, cujas finanças e compromissos legais frequentemente atraem a atenção da mídia e do público.

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A decisão judicial e o valor atualizado da dívida

A determinação da Justiça carioca é clara: a CazéTV deve reter os pagamentos devidos a Romário. O objetivo é garantir o cumprimento de uma sentença que reconhece a dívida milionária. O valor de R$ 32,4 milhões não é o montante original do débito, mas sim o resultado de anos de correção monetária, juros e encargos sobre um compromisso inicial que não foi honrado.

Para que a penhora seja efetivada, a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca exigiu que a CazéTV apresente uma série de documentos detalhados. Entre eles, estão contratos, propostas comerciais, notas fiscais, recibos e todos os comprovantes de pagamento relacionados à contratação de Romário para a cobertura da Copa do Mundo. Essa exigência visa mapear com precisão os valores a serem penhorados e garantir a transparência do processo.

O histórico do imbróglio: do bar ao Tribunal

A origem da dívida remonta a 2001, quando Romário era sócio do Café Onze Bar. Naquela época, ele contratou a empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. para administrar o estacionamento do estabelecimento. Após o encerramento das atividades do bar, surgiu um desentendimento entre as partes a respeito da retirada de elevadores de veículos que equipavam o espaço.

Diante do impasse, Romário firmou um termo de confissão de dívida, reconhecendo um débito de R$ 1,65 milhão. No entanto, o compromisso não foi cumprido conforme o acordado. Em 2012, o ex-jogador tentou anular o termo de confissão na Justiça, alegando irregularidades, mas sua tentativa não obteve sucesso. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na ocasião, reafirmou a validade do documento, solidificando a obrigação de pagamento.

Desde então, a Koncretize Projetos e Obras Ltda. tem buscado o cumprimento da sentença, e o valor original da dívida, com o passar dos anos, foi exponencialmente acrescido de multas contratuais, juros e correção monetária, atingindo os atuais R$ 32,4 milhões. Este é um exemplo notável de como débitos, mesmo que inicialmente menores, podem se tornar cifras astronômicas quando não são resolvidos em tempo hábil.

O papel da CazéTV e a busca por informações

A CazéTV, plataforma de streaming que ganhou destaque pela inovação na transmissão de eventos esportivos, agora se vê no centro de um litígio judicial envolvendo um de seus principais talentos. Além de solicitar os documentos contratuais, a Justiça também pediu que a emissora esclareça se o contrato com Romário foi firmado diretamente ou por intermédio de alguma marca parceira na cobertura da Copa. Caso seja uma parceria, a empresa responsável pelos pagamentos deverá ser identificada e informada ao tribunal.

Essa etapa é crucial para a efetivação da penhora, pois define quem é o pagador direto dos valores devidos a Romário. A transparência exigida pela Justiça visa evitar manobras que possam dificultar a recuperação do crédito pela Koncretize. A situação coloca a CazéTV em uma posição de colaboração obrigatória com o sistema judiciário, fornecendo todas as informações necessárias para o andamento do processo.

Repercussões e histórico de penhoras de bens de Romário

O processo contra Romário está atualmente em fase de cumprimento de sentença, o que significa que a Justiça busca ativamente meios para que a dívida seja quitada. Esta não é a primeira vez que o patrimônio do senador é alvo de penhora por conta deste mesmo débito. Em ocasiões anteriores, já foram determinados o bloqueio e a apreensão de diversos bens, incluindo um imóvel, uma lancha e um veículo, além de restrições de circulação para outros carros de sua propriedade.

A recorrência dessas ações judiciais demonstra a persistência da empresa credora em reaver os valores devidos e a complexidade de se lidar com dívidas de figuras públicas. A assessoria de Romário, tanto no Senado quanto a artística, e a equipe da CazéTV foram procuradas para comentar o caso, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria, conforme informações inicialmente divulgadas pela colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles. O Giro da Fofoca continuará acompanhando os desdobramentos e atualizará as informações assim que houver novos posicionamentos.

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