A influenciadora Renata Frisson, conhecida como Mulher Melão, abriu o jogo sobre a inesperada desativação de seu perfil no Instagram, uma plataforma crucial para figuras públicas e criadores de conteúdo. Em uma entrevista exclusiva concedida à repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, durante a festa de aniversário de José Junior, do AfroReggae, realizada em Vargem Grande, no Rio de Janeiro, na noite de sexta-feira, 3 de julho, a artista detalhou o impacto da situação e as medidas que tomou.
Há quase dois meses sem acesso à sua conta na rede social, Mulher Melão revelou ter acionado a Justiça para reaver o perfil. Contudo, o período de afastamento forçado das redes sociais, inicialmente visto como um problema, transformou-se em uma oportunidade para uma vivência mais analógica e distante do ambiente digital, uma experiência que ela descreve como surpreendentemente positiva.
Desativação no Instagram: o início da jornada judicial
A perda do acesso ao Instagram, que para muitos influenciadores representa a principal vitrine de trabalho e conexão com o público, levou Mulher Melão a buscar reparação legal. A influenciadora explicou que a decisão de entrar na justiça não foi imediata, pois ela optou por um período de reflexão e adaptação à nova realidade sem a constante exposição online.
“Nossa, faz eu acho que vai fazer dois meses que minha conta caiu. Eu já entrei na justiça, até demorei um pouco a entrar na justiça porque eu queria sentir como seria uma vida sem rede social”, afirmou Mulher Melão. Este tipo de ação judicial tem se tornado cada vez mais comum no Brasil, à medida que a dependência das plataformas digitais para fins profissionais cresce, e a desativação de contas pode gerar prejuízos significativos.
Desconexão digital: a descoberta de um ‘low profile’ inesperado
Longe dos holofotes digitais, Mulher Melão encontrou um novo ritmo de vida. Ela optou por um isolamento completo das redes, sem criar perfis alternativos ou buscar atalhos para se manter conectada. Essa imersão na “vida real” foi, segundo ela, uma experiência enriquecedora e recomendável.
“Então realmente eu isolei, fiquei sem olhar nada e não fiz nenhum tipo de fake, simplesmente vivi. E eu vou te falar bem a verdade: foi uma experiência, assim, que eu gostei muito, ainda estou gostando. E é muito bom viver a vida real sem rede social”, desabafou. A influenciadora destacou que a desconexão permitiu um momento de autoconhecimento e de valorização de aspectos da vida que muitas vezes são ofuscados pela rotina digital. “Então eu acho que foi uma experiência bacana assim, que vale a pena.”
Denúncias e monetização: o impacto na carreira digital
Questionada sobre o motivo da queda de seu perfil, Mulher Melão expressou sua crença de que a conta foi derrubada após receber um grande número de denúncias. “Ah, muita denúncia, né? Afinal de contas eu não faço nada demais para o povo ficar denunciando, né?”, ponderou, sem apontar culpados específicos, mas criticando a prática de denúncias mal-intencionadas.
Apesar do revés no Instagram, a influenciadora assegurou que a perda do perfil não afetou sua principal fonte de renda. Ela explicou que sua maior monetização vem da plataforma OnlyFans, um modelo de negócio que opera de forma independente das redes sociais tradicionais. “Então, para mim isso não me prejudicou porque minha maior renda assim de rede social é o OnlyFans, então não tem nada a ver uma coisa com a outra, todo mundo sabe o caminho do site azul”, revelou, demonstrando resiliência financeira diante da situação. Parcerias e outros compromissos profissionais também foram mantidos, graças à comunicação direta com seus colaboradores.
O futuro da conta e a luta por um direito digital
Mulher Melão mantém a esperança de recuperar sua conta no Instagram por meio da via judicial. Ela ressaltou a importância de lutar pelos direitos digitais, especialmente em um cenário onde muitos profissionais dependem exclusivamente das redes sociais para seu sustento. A influenciadora vê a situação como um reflexo de um problema maior no Brasil, onde pessoas utilizam denúncias para prejudicar terceiros.
“Isso daí está uma uma uma febre no Brasil, as pessoas prejudicando outras e tem muita gente que vive só disso. Eu graças a eu não vivo só disso, eu tenho outros negócios, eu tenho outras coisas, então eu não preciso, mas é claro que vai voltar, a justiça vai ser feita, que é um direito que a gente tem, né?”, afirmou, confiante na resolução do caso. Enquanto aguarda o desfecho legal, ela continua aproveitando a fase de menor exposição, valorizando a privacidade e a liberdade de realizar suas atividades sem a necessidade de documentar tudo para o público.
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