Fantástico destaca morte de fisiculturista Gabriel Ganley e acende alerta sobre uso de insulina

Poliana Abritta confirma morte no Fantástico (Foto: Reprodução / TV Globo / Canva)

O programa Fantástico, da TV Globo, trouxe à tona no último domingo (24/05) uma notícia que chocou o universo fitness e as redes sociais: a trágica morte do fisiculturista e influenciador digital Gabriel Ganley, de apenas 22 anos. A apresentadora Poliana Abritta foi a responsável por detalhar os primeiros passos da investigação sobre o falecimento do jovem, que foi encontrado sem vida em sua residência na zona leste de São Paulo. O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, ganhou novos contornos com a divulgação de informações sobre o uso de substâncias para ganho de massa muscular, levantando um importante debate sobre os riscos associados a essas práticas.

A trágica descoberta e a trajetória de um influenciador

A notícia da morte de Gabriel Ganley veio à tona após amigos tentarem contato com o influenciador sem sucesso. Preocupado, um deles dirigiu-se à casa de Gabriel no sábado (23/05) e o encontrou já sem vida. A polícia de São Paulo imediatamente iniciou as investigações, registrando o caso como morte suspeita, uma vez que não foram encontrados sinais de violência no local.

Gabriel Ganley construiu uma carreira meteórica no mundo digital e do fisiculturismo. Ele iniciou sua jornada no Rio de Janeiro, onde conciliava o trabalho de garçom com a faculdade de Educação Física e os treinos intensos. Com um talento natural para a comunicação, ele começou a gravar conteúdos para as redes sociais, conquistando rapidamente uma vasta audiência, que chegou a 1,7 milhão de seguidores. Em seus vídeos, ele chegou a relatar: “Na época eu trabalhava de garçom no final de semana. Eu quero ser fisiculturista, eu quero viver disso. E aí foi dando bom, assim, eu descobri talvez um talento de comunicação, entre aspas. E o pessoal foi assistindo, foi dando muito certo”.

O sucesso nas plataformas digitais rendeu-lhe um patrocínio, o que o levou a se mudar para São Paulo. Curiosamente, Gabriel era inicialmente um defensor do fisiculturismo sem o uso de hormônios. No entanto, após um episódio de pneumonia, ele mudou seu posicionamento e declarou publicamente nas redes sociais que havia começado a utilizar insulina para acelerar o aumento da massa muscular, uma decisão que, infelizmente, se tornaria um ponto central na investigação de sua morte.

O uso de insulina e os alertas de especialistas sobre os riscos

A decisão de Gabriel de incorporar a insulina em seu regime de treinamento não veio sem consequências. Ele próprio chegou a relatar em vídeos que havia passado mal, descrevendo episódios de “confusão mental”. Essa confissão acendeu um alerta para os perigos do uso indiscriminado de substâncias sem acompanhamento médico adequado, especialmente em um ambiente onde a busca por resultados rápidos pode ofuscar a prudência.

O Fantástico, em sua reportagem, buscou a opinião de especialistas para esclarecer os riscos envolvidos. O Dr. Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, foi enfático ao alertar sobre os perigos. “A insulina é um agente anabolizante, dependendo da fase do treinamento dos fisiculturistas, eles acabam usando isso, não tem respaldo científico nenhum. Usar hormônios sem indicação traz comprometimento do sistema nervoso central, da parte cardiovascular, do nosso fígado, dos hormônios como um todo, do nosso metabolismo como um todo”, explicou o especialista. A declaração sublinha a gravidade das consequências que o uso de hormônios sem supervisão médica pode acarretar para a saúde geral do indivíduo, afetando múltiplos sistemas do corpo humano.

Novos desdobramentos: áudios e mensagens apontam para a causa da morte

A investigação da morte de Gabriel Ganley ganhou um novo e crucial desdobramento com o vazamento de áudios e mensagens em um grupo de fisiculturistas. Esses registros, obtidos e divulgados pela coluna da jornalista Fábia Oliveira, trouxeram à luz informações que podem ser determinantes para a elucidação do caso. Um colega próximo de Gabriel confirmou que o influenciador sofreu uma grave crise de hipoglicemia momentos antes de falecer. Durante uma conversa no aplicativo de mensagens, quando questionado se o distúrbio metabólico havia sido a causa do óbito, o amigo respondeu de forma categórica: “Foi isso”.

A testemunha também confidenciou que Gabriel havia intensificado de forma substancial a dosagem e a frequência de insulinas de ação rápida nos dias que antecederam sua morte. Essa informação corrobora a hipótese de que o uso inadequado da substância pode ter desencadeado a crise de hipoglicemia, um quadro de queda brusca dos níveis de açúcar no sangue, que pode ser fatal se não for tratado imediatamente. A polícia segue aguardando os laudos oficiais do Instituto Médico Legal (IML) e os resultados dos exames toxicológicos, que são esperados para confirmar a causa exata da morte e fornecer mais detalhes sobre as circunstâncias do trágico falecimento do jovem fisiculturista.

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