Luizão se pronuncia sobre polêmica envolvendo verba pública
O ex-jogador e pentacampeão mundial Luizão Goulart utilizou seus canais de comunicação para desmentir qualquer vínculo societário ou administrativo com o Bar Tribunal, estabelecimento localizado na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. O nome do ex-atleta passou a ser associado ao local após uma polêmica envolvendo o uso de R$ 60 mil de verbas públicas para a realização de um evento de transmissão de jogos da Seleção Brasileira, o “Brasil Fest”.
A controvérsia ganhou corpo após a prefeitura da capital paulista financiar a infraestrutura do evento, que contou com telões, palco e banheiros químicos. A instalação, montada justamente em frente ao referido bar, gerou questionamentos sobre a transparência no uso do dinheiro público, especialmente após a constatação de ocupação irregular de um parklet para a comercialização de bebidas alcoólicas.
Articulação política e questionamentos sobre o gasto
De acordo com informações do portal Metrópoles, a solicitação para a realização da festa partiu de um abaixo-assinado organizado internamente no Bar Tribunal. A demanda foi levada à prefeitura pelo vereador Fábio Riva (MDB), que articulou a viabilização do evento. A falta de clareza inicial sobre a origem dos recursos gerou críticas imediatas de órgãos de controle e da opinião pública.
A situação tornou-se ainda mais delicada quando, apenas quatro dias após a estreia da Seleção, uma emenda parlamentar foi protocolada pelo vereador para custear as despesas. O montante foi direcionado a uma organização não governamental (ONG) que, segundo relatos, não possuía histórico consolidado de atuação no setor. Devido à ausência de alvarás adequados para o público presente e à pressão popular, as edições seguintes do evento foram canceladas.
Defesa do ex-jogador e esclarecimentos
Diante da associação de sua imagem ao episódio, Luizão foi enfático ao negar qualquer participação nos negócios do estabelecimento. O ex-jogador afirmou que sua relação com o Bar Tribunal é estritamente de cliente e que a confusão decorre de sua presença constante em locais de lazer e de sua rede de amizades com empresários do ramo gastronômico.
“Não sou dono de nenhum bar e não faço parceria com ninguém. Essa informação não é verdadeira. Tenho muitos amigos que são donos de bares e restaurantes, frequento esses locais há muitos anos, mas isso não me torna proprietário ou sócio de nenhum estabelecimento”, declarou o ex-atleta. Ele reforçou que está à disposição para apresentar documentos que comprovem a inexistência de seu nome em contratos sociais de empresas do setor.
Para Luizão, o episódio é uma tentativa de vincular sua imagem a uma questão administrativa da qual não faz parte. Ao encerrar o assunto, o pentacampeão reiterou que seu foco profissional segue em outras áreas e que a amizade com os proprietários não deve ser confundida com sociedade empresarial. O caso segue sob observação, enquanto o Giro da Fofoca continua acompanhando os desdobramentos de temas que impactam a gestão pública e a vida de figuras públicas no Brasil.