Após quase ser atropelada no Paraná, repórter da RIC Record responde críticas sobre sua segurança

Após quase ser atropelada no Paraná, repórter da RIC Record responde críticas sobre sua segurança

A rotina de trabalho das equipes de reportagem em rodovias é marcada por desafios constantes, mas um episódio recente envolvendo a jornalista Carolina Barufatti, da RIC Record Oeste, expôs os riscos extremos da profissão. Enquanto realizava a cobertura de um acidente entre um carro e um caminhão em um trecho que liga os municípios de Assis Chateaubriand e Toledo, no Paraná, a profissional e o cinegrafista Daniel Bezerra foram surpreendidos por um veículo que quase os atingiu em alta velocidade.

jornalismo: cenário e impactos

Segurança e sinalização no local do acidente

O incidente ocorreu em um cenário que já apresentava perigo inerente, devido à colisão prévia que mobilizou as autoridades. Segundo os profissionais, a área estava devidamente sinalizada e contava com a presença de uma viatura policial. O carro da emissora estava posicionado logo atrás da repórter, com o sistema de pisca-alerta acionado, visando garantir a visibilidade da equipe para os motoristas que trafegavam pela via.

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O cinegrafista Daniel Bezerra, que possui uma trajetória de 23 anos na televisão, explicou a dinâmica do quase atropelamento durante o programa Cidade Alerta. De acordo com o relato, o motorista que avançou sobre a equipe tentava desviar de outro condutor que havia parado no acostamento contrário para observar a movimentação do acidente. A manobra brusca colocou a vida dos jornalistas em risco imediato, transformando um momento de apuração em uma situação de sobrevivência.

Reação nas redes sociais e defesa da equipe

Após a exibição da matéria, Carolina Barufatti, que também atua como locutora na Massa FM Toledo, enfrentou uma onda de críticas em suas redes sociais. Parte do público questionou a postura da equipe, sugerindo que a repórter estaria em um local inadequado ou perigoso. Em resposta, a jornalista foi enfática ao defender a integridade do trabalho realizado e o cumprimento dos protocolos de segurança.

“Não tem ninguém no meio da rua e o local estava sinalizado”, rebateu Carolina em seu perfil no Instagram, ao responder um seguidor. Ela reforçou que o trânsito deveria estar lento devido à gravidade do acidente ocorrido pouco tempo antes, mas lamentou a falta de atenção de alguns motoristas. A repórter admitiu que, no calor do momento, a equipe chegou a cogitar que o susto pudesse ter sido uma tentativa deliberada de intimidação ou uma brincadeira de mau gosto.

O desafio da cobertura jornalística em estradas

O caso levanta um debate importante sobre a segurança de profissionais de imprensa em rodovias brasileiras. A exposição a motoristas imprudentes, somada à pressão por informações em tempo real, cria um ambiente de trabalho vulnerável. A Record, por meio de suas afiliadas, mantém protocolos rigorosos, mas a imprevisibilidade do comportamento humano no trânsito continua sendo um fator crítico para o jornalismo de rua.

A repercussão do caso serve como alerta para a necessidade de maior prudência por parte dos condutores ao passarem por locais onde equipes de emergência e imprensa estão trabalhando. O episódio reforça o compromisso da equipe da RIC Record em levar informação com responsabilidade, mesmo diante de situações que testam o limite físico e emocional dos profissionais.

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