Greve de ônibus no Rio de Janeiro mantém frota abaixo do exigido no segundo dia

A paralisação dos rodoviários na cidade do Rio de Janeiro atingiu seu segundo dia nesta terça-feira (30/6), prolongando os transtornos enfrentados por milhares de passageiros que dependem do transporte público para se deslocar. Embora o cenário urbano apresente uma leve melhora em comparação ao caos registrado na segunda-feira (29/6), a oferta de coletivos nas ruas ainda permanece aquém do que foi determinado pelas autoridades judiciais.

Aumento da frota e o desafio da normalização

De acordo com dados divulgados pelo Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas do setor, aproximadamente 1.400 veículos deixaram as garagens durante o início da manhã. O número representa um incremento em relação aos 900 ônibus que circularam no primeiro dia de greve, conforme apontado em relatórios do G1. Apesar da ampliação, a operação ainda não alcançou o patamar mínimo estipulado pela Justiça do Trabalho.

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Descumprimento de ordem judicial

A determinação legal exige que, durante o período de greve, as empresas mantenham em circulação pelo menos 1.800 ônibus, o que corresponde a 50% da frota total da capital fluminense. A falha no cumprimento integral dessa medida tem gerado reflexos imediatos na rotina dos trabalhadores. Em pontos estratégicos, como o Terminal Intermodal Gentileza, usuários relataram longas esperas e incertezas sobre a disponibilidade de linhas para seus destinos.

Impacto nas estações e alternativas de transporte

Durante o período da madrugada, a situação foi classificada como crítica por muitos passageiros. Relatos indicavam linhas operando com apenas um veículo, que já iniciava o trajeto com lotação máxima, impossibilitando o embarque de quem aguardava nos pontos. No sistema BRT, a MOBI-Rio informou que 361 ônibus articulados operaram nos quatro corredores expressos da cidade.

O aumento de 26% na circulação em relação ao dia anterior trouxe um alívio pontual, esvaziando plataformas em estações como a do Jardim Oceânico nas primeiras horas da manhã. Para minimizar os impactos da crise, muitos cariocas optaram por utilizar modais alternativos, como o metrô, os trens e as barcas, que mantiveram suas operações dentro da normalidade, absorvendo parte da demanda reprimida pelo setor rodoviário.

O Giro da Fofoca segue acompanhando os desdobramentos desta paralisação e os impactos no cotidiano da população carioca. Continue conosco para se manter informado sobre as atualizações do transporte público e outros temas relevantes que movimentam o seu dia a dia, sempre com a credibilidade e o compromisso que você já conhece.

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