O cenário do entretenimento digital tem se transformado rapidamente, e as novelas verticais surgem como uma inovação que busca adaptar o formato clássico dos folhetins ao consumo contemporâneo, predominantemente via smartphones. Nesse contexto, o ator Gabriel Stauffer, conhecido por papéis em produções de grande sucesso como A Força do Querer (2017) e Pantanal (2022), destaca a importância da presença de rostos familiares para consolidar a credibilidade desse novo gênero. Ele é um dos nomes em evidência em O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas, que estreou recentemente no Globoplay.
Em entrevista exclusiva, Stauffer compartilhou sua visão sobre o formato e a experiência de participar de uma produção pensada para a tela do celular. Para ele, a estratégia de escalar atores com vasta experiência televisiva é um diferencial que atrai e fideliza o público. “O Globoplay pegar atores cascudos, renomados, e colocar nesse formato, traz uma certa credibilidade. É uma galera que a gente está acostumado a ver em novelas antigaças. Isso também chama público”, afirmou o artista, ressaltando o valor da bagagem profissional de seus colegas.
A Reinvenção do Folhetim para o Digital
As novelas verticais representam uma aposta das plataformas de streaming em um formato que se alinha à dinâmica de consumo de conteúdo rápido e direto. Diferente das longas narrativas tradicionais, essas produções são concebidas para episódios curtos e com uma estética visual adaptada à verticalidade das telas de celular. Essa transição, no entanto, não significa um abandono da qualidade ou da profundidade, mas sim uma adaptação criativa.
Stauffer defende que essa modalidade deve ser vista como um avanço, e não como uma simplificação. “Acho que a gente tem que pensar na novelinha vertical como um upgrade do conteúdo digital que a gente está acostumado a consumir no celular, não como um downgrade da novela normal. Temos que estar aptos a falar tudo em um minuto e meio, passar as angústias, paixões e dúvidas do personagem naquele tempo, é muito louco”, explicou o ator, evidenciando a complexidade e o desafio inerente ao novo formato.
Desafios e Parcerias de Destaque
Em O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas, Gabriel Stauffer interpreta Hugo, um CEO de uma empresa de aviação que, a contragosto, segue os passos do pai. Sua vida amorosa se complica ao se encantar por Berenice (Maya Aniceto), sem saber que ela trocou de lugar com a irmã gêmea, Beatriz (Maíra Aniceto), após um assalto. “É um cara bom no que faz, correto, mas que opta por viver os sonhos dos outros e nunca viver os sonhos dele”, adianta Stauffer sobre seu personagem.
O ator expressou grande entusiasmo em dividir a cena com veteranos da teledramaturgia brasileira, como Guilherme Leme e Giulia Gam, que interpretam seus pais na trama. “Quando me contaram que eu seria filho deles, eu quis muito, fiquei com mais vontade ainda de fazer. São pessoas que eu estou acostumado a ver. Compartilhar um set com eles foi muito maravilhoso. E todo mundo fazendo isso pela primeira vez! Nós íamos compartilhando nossas inquietudes”, relembrou, destacando a troca de experiências em um formato inédito para todos.
A Atuação em Foco no Formato Vertical
Um dos maiores desafios apontados por Stauffer foi a necessidade de adaptar o tom da atuação à velocidade da narrativa. Em produções mais longas, o ritmo permite uma construção gradual do ambiente e dos sentimentos. Nas novelas verticais, a entrega precisa ser imediata e impactante. “Quando você está participando de uma obra com mais tempo, o clima e a ambientação vão levando o espectador para um lugar. Ali, é no seco. Em dois minutos, tudo acontece”, detalhou.
Contudo, essa característica também confere uma importância ainda maior à performance do ator. No formato vertical, o rosto do intérprete ocupa grande parte da tela, colocando a expressão e a sutileza da atuação no centro das atenções. “No formato vertical, é só o rosto do ator. Está tudo ali na nossa cara. A gente tem que fazer aquilo acontecer. Dá uma importância maior para a atuação. Temos que ter cuidado para não borrar demais essa linha, não entregar demais. Já está no título, nos ganchos de um episódio para o outro, a trama já se dá”, justificou Stauffer, sublinhando a intensidade exigida.
Versatilidade e o Futuro da Carreira
Com um currículo que abrange teatro de rua, musicais, audiolivros e, agora, uma novela vertical, Gabriel Stauffer demonstra uma clara predileção por explorar diferentes nichos e formatos. Ele rejeita a ideia de se fixar em apenas um tipo de trabalho, buscando constantemente novas experiências que o desafiem artisticamente. “É sempre maravilhoso fazer uma coisa nova. Tinha um bom tempo que eu não fazia uma coisa nova, inclusive. Você vai repetindo as coisas, usando as cartas que tem na manga. E é tão bom fazer algo pela primeira vez. Isso me marcou nesse sentido de entender que dá para dialogar, dançar conforme a música, diferentemente das outras novelas ou do teatro”, concluiu o ator, reforçando seu compromisso com a versatilidade.
A ascensão das novelas verticais no Globoplay, com a participação de nomes como Gabriel Stauffer, indica uma tendência de mercado que busca conciliar a tradição da teledramaturgia com as novas formas de consumo de conteúdo. Essa adaptação não apenas expande as possibilidades para os artistas, mas também oferece ao público uma experiência renovada e acessível, diretamente na palma da mão. Para mais informações sobre o universo das celebridades e as novidades do streaming, continue acompanhando o Giro da Fofoca, seu portal de notícias que traz informação relevante, atual e contextualizada, sempre com o compromisso de qualidade e variedade de temas.