O influenciador digital Eliezer, conhecido por sua participação no Big Brother Brasil, trouxe à tona detalhes sobre os bastidores da polêmica produção “As Patroas”. Em entrevista ao programa “Melhor da Tarde”, da Band, exibida nesta quinta-feira (2/7), o ex-BBB confirmou que ele e sua esposa, Viih Tube, foram advertidos por sua equipe jurídica sobre os possíveis riscos trabalhistas envolvidos na criação do reality show, que colocou funcionários da família para disputar um prêmio de R$ 60 mil.
Alerta jurídico e a decisão de seguir com o projeto
Durante a conversa com a apresentadora Chris Flores, o influenciador foi questionado diretamente se o departamento jurídico havia sinalizado que a dinâmica poderia gerar questionamentos na esfera trabalhista. Sem hesitar, Eliezer confirmou a existência do aviso prévio. “Alertou. Eles falaram que era arriscado”, declarou o empresário, admitindo que, mesmo cientes das recomendações contrárias, o casal optou por prosseguir com a execução do projeto.
A produção, que se tornou alvo de investigação pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), buscava engajamento nas redes sociais através de uma competição entre os colaboradores da família. Segundo o relato de Eliezer, a proposta foi apresentada aos participantes com antecedência, incluindo detalhes sobre roteiro, figurino e os desafios que seriam enfrentados durante as gravações.
A intenção por trás da dinâmica e a repercussão negativa
O influenciador defendeu que a intenção original do projeto era promover um debate social relevante. De acordo com ele, o objetivo do reality era chamar a atenção do público para a discussão sobre a escala de trabalho 6×1 e a precarização das relações laborais no país. No entanto, ele reconheceu que a execução do primeiro episódio acabou gerando uma interpretação distinta da planejada inicialmente.
“A gravidade, quando a gente pega o primeiro episódio sem nenhum contexto, igual foi feito, sim, muito grave. Foi do jeito que a gente queria chamar atenção. Chamou, mas não imaginava que era tanto”, admitiu o ex-BBB. Para Eliezer, a falta de contexto na exibição isolada do conteúdo contribuiu para que a repercussão tomasse proporções que o casal não havia previsto ao idealizar a competição.
Transparência e limites da produção
Sobre a organização interna do reality, o empresário reforçou que as dinâmicas eram estruturadas e previamente acordadas com os participantes. Ele ressaltou que apenas as interações espontâneas entre os colaboradores não faziam parte de um roteiro pré-estabelecido. A declaração marca a primeira vez que o influenciador aborda abertamente os bastidores da polêmica após a intervenção dos órgãos fiscalizadores.
O caso segue como um exemplo de como a linha entre o entretenimento digital e a legislação trabalhista pode ser tênue, especialmente quando envolve a exposição de funcionários em ambientes de competição. O Giro da Fofoca continua acompanhando os desdobramentos desta investigação e os impactos que o caso traz para o cenário dos influenciadores digitais no Brasil. Fique ligado em nossa cobertura para mais atualizações sobre este e outros temas que movimentam o mundo dos famosos.