O falecimento do ex-paquito Robson Barros, aos 57 anos, no último fim de semana, gerou uma onda de comoção entre amigos, familiares e ex-colegas de trabalho. O empresário, que integrou o elenco de apoio da apresentadora Xuxa Meneghel nos anos 1990, enfrentava um câncer raro no sistema gastrointestinal, doença que acabou sendo a causa de sua morte.
Uma rede de afeto e a despedida final
Mesmo diante do quadro de saúde delicado, Robson Barros pôde sentir o carinho daqueles com quem compartilhou os palcos no auge de sua juventude. A ex-paquita Andrea Veiga revelou que as duas primeiras gerações de assistentes de palco da Rainha dos Baixinhos formaram um grupo de apoio para enviar mensagens de fé e otimismo ao amigo.
Como o ex-paquito já não conseguia se comunicar verbalmente devido ao avanço da enfermidade, sua esposa, Luciana Truffi, desempenhou um papel fundamental. Ela foi a responsável por reproduzir as gravações enviadas pelos amigos, permitindo que Robson ouvisse as homenagens. Segundo os relatos, o gesto proporcionou uma despedida emocionante e reconfortante para todos os envolvidos.
A mobilização de Xuxa e a equipe
A própria Xuxa Meneghel fez questão de enviar seu apoio ao antigo colega de palco. A apresentadora participou da corrente de carinho que uniu produtores, paquitas e outros integrantes da equipe que acompanharam a trajetória de Robson. O ex-paquito Egon Júnior, conhecido como Gigio, foi um dos articuladores que manteve o grupo informado sobre o estado de saúde do amigo durante a reta final.
Para os amigos, a oportunidade de demonstrar afeto foi um alento. “Pudemos demonstrar o nosso amor mais uma vez para ele, uma semana antes da partida”, afirmou Gigio. A despedida de Robson ocorreu no domingo (21), em São Paulo, reunindo pessoas que fizeram parte de sua história pessoal e profissional.
Trajetória e legado de Robson Barros
Robson Barros iniciou sua carreira artística aos 16 anos, ao integrar a versão masculina dos assistentes de palco de Xuxa, o grupo dos Paquitos, criado em 1989. Sua presença foi marcante em produções que definiram uma geração, incluindo participações nos filmes Lua de Cristal e Sonho de Verão, ambos lançados em 1990.
Ele dividiu o palco com nomes como Alexandre Canhoni, Marcello Faustini, Claudio Heinrich e Yuri Martins. Em 1991, Robson optou por seguir um novo caminho profissional, trabalhando com seu pai, que atuava como produtor musical de Roberto Carlos. Nos últimos anos, ele se dedicava ao ramo de eventos, mantendo-se longe dos holofotes, mas preservando os laços de amizade construídos na televisão.
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