A construção de um legado na tela
A série Brasil 70: A Saga do Tri, produção da Netflix, trouxe à tona não apenas os bastidores da conquista histórica da Seleção Brasileira, mas também o lado humano de figuras que viveram à sombra dos holofotes. Entre elas, Marlene Venerando, esposa do lendário goleiro Félix (1937-2012). A atriz Isabela Dias, responsável por dar vida à personagem, revelou ter vivido um momento de profunda emoção ao encontrar as filhas do atleta após o encerramento das gravações.
O reconhecimento veio de forma direta e afetuosa. Segundo Isabela, ao se deparar com a caracterização, Lígia, uma das filhas do casal, afirmou que a atriz representou sua mãe com precisão impressionante. “Ela era exatamente assim”, teria dito a herdeira, validando o trabalho de pesquisa e composição realizado pela artista para a obra que revisita um período emblemático do esporte nacional.
Desafios de uma interpretação histórica
Interpretar uma personalidade real que, embora casada com um ídolo do futebol, manteve uma vida discreta e com poucos registros públicos, impôs desafios significativos. Isabela Dias buscou ir além do óbvio, contando com o auxílio fundamental de Patrícia, a terceira filha de Félix. O contato telefônico com ela permitiu que a atriz compreendesse a dinâmica familiar e a perspectiva da filha caçula sobre o pai, mesmo sendo ela ainda um bebê durante o tricampeonato.
A construção da personagem também contou com o apoio de fotos inéditas de Marlene, fornecidas pela família, que não estavam disponíveis em plataformas digitais. Esse material foi essencial para que Isabela pudesse compor a essência de uma mulher que, na narrativa da série, atua como o principal suporte emocional dentro de casa, especialmente diante das críticas públicas que o goleiro enfrentava na época.
Sintonia entre elenco e memória afetiva
Embora tenham interpretado marido e mulher, Isabela Dias e Hugo Haddad — que vive o goleiro Félix na trama — não contracenaram fisicamente em cena. A interação entre o casal na série ocorre majoritariamente por meio de telefonemas, recurso que reforça a distância e a saudade vividas pela família durante as concentrações da Seleção. Mesmo sem dividir o set, os atores trocaram referências, vídeos e ideias para alinhar a construção de seus personagens.
A experiência também transformou a visão da atriz sobre o futebol. Isabela destaca que, para além do entretenimento, o esporte se revelou um potente fator de união cultural no Brasil. A conexão com a família de Félix, iniciada na Mooca, bairro onde o goleiro deu seus primeiros passos no futebol, selou esse ciclo de aprendizado e respeito pela história do ídolo.
Novos rumos e compromisso social
Após o sucesso em Brasil 70: A Saga do Tri, a atriz já se prepara para um novo desafio profissional. Em julho, ela inicia as filmagens do curta-metragem Aposta Perdida, que aborda a temática do vício em casas de apostas. No projeto, Isabela interpretará a psicóloga Carolina, profissional que atua no grupo Jogadores Anônimos.
Diferente do tom épico da série sobre o futebol, o novo trabalho promete uma abordagem densa sobre as consequências do vício para os indivíduos e suas famílias. A transição entre papéis tão distintos reforça a versatilidade da atriz e seu interesse por narrativas que provocam reflexão social.
O Giro da Fofoca segue acompanhando os bastidores das produções nacionais e a trajetória de talentos que dão vida às histórias que movem o país. Continue conectado em nosso portal para conferir as atualizações mais relevantes sobre o universo do entretenimento, com a credibilidade e o olhar apurado que você já conhece.
Para mais informações sobre a trajetória de figuras históricas do esporte, você pode consultar o acervo do Portal EBC.