Maíra Cardi expõe danos de PMMA no rosto e alerta sobre riscos do procedimento estético

A influenciadora e empresária Maíra Cardi utilizou suas plataformas digitais para compartilhar um alerta contundente, exibindo as graves consequências de um procedimento estético malsucedido em seu rosto. Em um vídeo detalhado, Maíra revelou estar enfrentando complicações significativas devido à aplicação de Polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância plástica não absorvível pelo corpo, conhecida por suas potenciais reações adversas a longo prazo.

As imagens e o relato da ex-BBB chocaram seus seguidores, que puderam ver as lesões visíveis em sua face. Maíra descreveu as formações como “bolotas” resultantes do acúmulo do produto, que está encapsulado e exercendo pressão de dentro para fora da pele. “Isso é o produto tentando rasgar a minha cara. Essa coisa que parece espinha são bolotas tentando sair”, explicou a influenciadora, evidenciando a gravidade da situação.

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O alerta de Maíra Cardi sobre os perigos do PMMA

A decisão de Maíra Cardi de expor publicamente sua experiência com o PMMA visa conscientizar sobre os perigos associados a essa substância. Ela enfatizou que, apesar da situação, optou por não revelar a identidade da profissional que realizou a aplicação, justificando que não deseja prejudicar a carreira de ninguém. A influenciadora também reconheceu que se submeteu ao procedimento em uma fase mais jovem e inexperiente de sua vida.

No entanto, Maíra fez questão de usar seu alcance para denunciar profissionais que continuam a utilizar o PMMA, especialmente em grandes volumes e em áreas como os glúteos. “Meu objetivo de fazer esse vídeo é vocês acordarem, porque tem um monte de médicos colocando polimetilmetacrilato na bunda das pessoas e mentindo que agora ele é novo, que hoje não faz mal. Não é verdade, ele é proibido e perigosíssimo”, afirmou, destacando a desinformação e os riscos envolvidos.

O que é PMMA e por que é tão controverso na estética

O Polimetilmetacrilato (PMMA) é um preenchedor definitivo, composto por microesferas de acrílico. Embora seja utilizado na medicina para diversas finalidades, como cimento ósseo e lentes intraoculares, seu uso estético é altamente controverso. A principal razão é que, uma vez injetado, o PMMA não é absorvido pelo organismo, permanecendo no local da aplicação de forma permanente.

Essa permanência pode desencadear uma série de reações inflamatórias crônicas, formação de granulomas (nódulos inflamatórios), infecções, migração do produto para outras áreas e, nos casos mais graves, necrose tecidual. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) alertam sobre os riscos e restringem seu uso a casos muito específicos e em pequenas quantidades, sempre por profissionais qualificados.

Riscos e regulamentação no Brasil: um debate urgente

A situação de Maíra Cardi lança luz sobre um debate crucial no Brasil: a segurança dos procedimentos estéticos e a regulamentação de substâncias como o PMMA. A ANVISA permite o uso do PMMA para preenchimento de pequenas áreas e correção de lipodistrofia (perda de gordura) em pacientes com HIV, mas proíbe seu uso em grandes volumes ou para fins puramente estéticos em áreas como glúteos e mamas, devido aos altos riscos.

Apesar das restrições, o mercado clandestino e a má prática profissional ainda persistem, colocando a saúde de muitos pacientes em risco. A falta de conhecimento sobre a substância e a busca por resultados rápidos e de baixo custo muitas vezes levam a escolhas perigosas, como a que Maíra Cardi relata ter feito em sua juventude.

A busca por soluções e a responsabilidade profissional

Assustada com a movimentação do produto sob a pele, Maíra Cardi relatou que já buscou a ajuda de outro especialista e realizou um ultrassom para mapear a extensão do problema. A remoção do PMMA é um processo complexo e muitas vezes invasivo, que pode exigir cirurgias e não garante a completa reversão dos danos.

A história de Maíra reforça a importância de uma escolha consciente e informada ao optar por qualquer procedimento estético. É fundamental pesquisar a substância a ser utilizada, verificar a qualificação do profissional e buscar clínicas com boa reputação e que sigam as normas de segurança e higiene. A responsabilidade profissional e a ética na medicina estética são pilares para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes, evitando que mais pessoas enfrentem as dolorosas consequências de procedimentos inadequados.

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